O ministro israelense Benny Gantz anunciou sua renúncia ao cargo de primeiro-ministro Benjamim Netanyahu governo de emergência no domingo, retirando o único poder centrista da coligação de extrema-direita do líder em apuros, no meio de uma guerra de meses em Gaza.
Netanyahu emitiu uma breve declaração apelando a Gantz para não “abandonar a frente”, mas a sua saída não colocará em perigo a maioria parlamentar de 64 assentos no Knesset de 120 lugares, mantido pela coligação de direita no poder.
“Netanyahu está nos impedindo de avançar em direção à verdadeira vitória. É por isso que estamos deixando o governo de emergência hoje, com o coração pesado, mas com total confiança”, disse Gantz em entrevista coletiva televisionada.
A renúncia de Gantz era esperada desde que ele apresentou ao primeiro-ministro conservador o prazo de 8 de junho para apresentar uma estratégia clara para Gaza, onde Israel tem pressionado uma ofensiva militar devastadora contra o grupo militante palestino no poder, Hamas.
A sua saída significa que Netanyahu perderá o apoio de um bloco centrista que ajudou a alargar o apoio ao governo em Israel e no estrangeiro, num momento de crescente pressão diplomática e interna, oito meses após o início da guerra em Gaza.
Esperava-se originalmente que Gantz anunciasse sua renúncia no sábado, mas adiou a declaração após o dramático resgate de quatro reféns das forças israelenses.